Música instrumental

Secretaria de Música e Liturgia
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O uso da música instrumental na igreja não é recente. Existem situações durante o culto onde a música instrumental cria um ambiente propício ao momento litúrgico. É comum o uso da música instrumental em momentos como a oração silenciosa, no momento de confissão.

Ainda comum são os processionais e recessionais, prelúdios e poslúdios instrumentais. A nova edição do Cantai Todos os Povos com partituras trará um apêndice com arranjos instrumentais para prelúdio e poslúdio. O que queremos propor neste artigo é o uso da música instrumental não só nestes momentos, mas em outros momentos litúrgicos, além de motivar você e sua igreja a incentivar os seus músicos a estudarem e se capacitarem para a execução de músicas instrumentais.

Em que momento

Em praticamente todo momento litúrgico é possível se incluir uma música instrumental. Isto não quer dizer que se deva ter música instrumental o culto todo, nem em todo culto. A música instrumental pode ser usada durante uma chama à adoração, por exemplo, ou durante o momento de oração de intercessão. Tive a experiência de pregar numa igreja pentecostal e, no momento da mensagem, o tecladista fez um fundo musical enquanto eu falava. Nos primeiros minutos de mensagem eu estranhei, depois, segui adiante com a mensagem sem me incomodar mais com a canção. Ao final do culto, conversando com os pastores, eles me disseram que a música tem ajudado a alguns irmãos a se concentrarem mais na palavra do pastor. É prática comum em nosso meio? Não, mas em ocasiões especiais, por que não combinar uma peça instrumental com a mensagem que está sendo pregada?

O que tocar

Este um dilema. Toda e qualquer música pode ser tocada? Não. É preciso conversar com o/a liturgista e o/a pastor/a sobre o momento e qual música tocar. Não precisa ser necessariamente um hino ou peça do repertório clássico, mas deve conduzir o povo a estar mais próximo de Deus naquele momento. Ritmo e estilo devem ser levados em consideração nesta escolha. Não dá para se tocar uma música mais agitada num momento de oração ou no momento da palavra, como exemplifiquei acima.

Inove

Aproveite a oportunidade para inovar. Sua igreja pode não ter uma camerata, mas se já possuí mais de um instrumentista, é possível fazer arranjos mais elaborados. Dedique tempo para o estudo. Outra possibilidade é inovar na formação instrumental. Como contrabaixista, já tive a oportunidade de tocar com uma violinista, por exemplo, ou seja, apenas violino e contrabaixo elétrico. Estudamos, fizemos um arranjo e apresentamos. As possibilidades são inúmeras e não tenha medo de inovar, mas sempre com cuidado e zelo que o culto a Deus merece.

Capacite

Se o tempo está corrido e falta oportunidade para o estudo, converse com a liderança de sua Igreja para criar oportunidades de estudo da música em sua comunidade. Reúna os instrumentistas, faça uma avaliação de como cada um executa seu instrumento e onde cada um pode melhorar. Músicos: ajudem uns aos outros, mostrem como vocês podem evoluir individualmente e em grupo. Não tenham vergonha de pedir ajuda à liderança da igreja para prover capacitação. Músico capacitado auxiliará a Igreja a louvar e adorar a Deus com o seu melhor, e não apenas esbanjar técnica musical.

Componha

Por fim, quero incentivar você a compor. Sim, criar suas próprias músicas instrumentais para adoração, confissão, louvor, palavra, afirmação de fé, ceia, batismo, envio, enfim, tantos são os momentos e ocasiões que não faltarão oportunidade para se executar uma música de composição própria. Compor é fazer uso do dom criativo que Deus nos deu, portanto, não se acomode em apenas executar peças instrumentais de terceiros, mãos à obra, para louvor do nome do nosso Senhor.

 

Reverendo Giovanni Campagnuci Alecrim de Araújo
Secretário de Música e Liturgia de IPIB
Pastor da IPI de Araraquara, SP
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