3º Dia - Noite - Breve chuva não interrompe o tempo bom
Tarde e noite de domingo no 11º Congresso de Diaconia
Na tarde de domingo, os congressistas tiveram mais um tempo livre. Nuvens escuras cobriram os céus de Poços de Caldas, MG. Choveu um pouco. Em pouco tempo, porém, como que por encanto, as nuvens desapareceram quase completamente. Após o jantar, quando a noite chegou, uma lua cheia magnífica manifestou todo o seu encanto.
No salão principal do Hotel Vilage Inn, os congressistas se reuniram mais uma vez. A primeira pessoa a falar com a nossa irmã Ester Leite Lisboa de Almeida, de Koinonia. Antes de fazer a apresentação da entidade em que trabalha, ela transmitiu uma palavra de salvação em nome do Clai Brasil (Conselho Latino Americano de Igrejas – Região Brasil). Koinonia é uma comunhão de pessoas, de diferentes denominações religiosas. São pessoas inconformadas com as injustiças e misérias de nosso mundo. Por conta disso, produzem serviços para as igrejas atuarem na transformação da nossa realidade, segundo os valores do Reino de Deus.
Dados estatísticos do Congresso de Diaconia
Logo após, o nosso irmão Fabrício Andrade Guilherme, secretário do Portal da IPI do Brasil, fez uma apresentação da estatística do 11º Congresso Nacional de Diaconia. Dentre os números apresentados destacamos: 331 pessoas inscritas, representando 56 cidades, 9 estados do nosso país e 114 igrejas da IPI do Brasil; a diaconisa mais jovem tem 23 anos e a mais experiente, 89 anos; o diácono com menor tempo no ofício tem somente uma semana de ordenação e a diaconisa com maior tempo, 49 anos; a igreja com maior representação foi a 1ª IPI de São Paulo, com 12 diáconos.
Palestra: Saúde e Cuidado Rev. Carlos Queiroz
Antes de apresentar sua palestra, o Rev. Carlos Queiroz fez uma breve apresentação de Diaconia, instituição que surgiu na década de 60 do século passado e da qual é atualmente diretor executivo.
Usando o texto do Apocalipse (cap. 21), o Rev. Carlos chamou a atenção para a diferença entre o primeiro e o último livro da Bíblia. Gênesis fala em jardim, ligando-se ao mundo rural; Apocalipse, em cidade, ligando-se ao mundo urbano.
A seguir, estabeleceu paralelos entre a cidade descrita no Apocalipse e a nossa realidade. Em primeiro lugar, destacou que a noiva do Cordeiro (a igreja) recebe a glória de Deus. Ora, tal glória deve ser entendida na perspectiva do evangelho, isto é, a glória está ligada ao sofrimento, à dor e à cruz. Por isso, a igreja tem de se ligar ao sofrimento existente em nosso mundo. Em segundo lugar, afirmou que a cidade de que fala o Apocalipse possui muralhas, o que aponta para o fato de que o nosso mundo necessita de segurança. Nossa sociedade é sem muralhas, isto é, sem segurança. Em terceiro lugar, chamou a atenção de que a cidade do Apocalipse tem portas, ou seja, nela há livre circulação e o direito de ir e vir. Com isso, o texto denuncia a existência de portas fechadas em nossa sociedade, pois existem inúmeras barreiras que nos dividem e nos separam. Em quarto lugar, explicou que as dimensões da cidade servem para indicar que se trata de um ambiente harmonioso, ou seja, apresenta a saúde da harmonia em contraste com a nossa realidade desarmoniosa. Em quinto lugar, lembrou que a cidade do Apocalipse não tinha santuário, isto é, nela não está presente o paradigma da religião atual, onde as igrejas e templos travam competição entre si, onde prevalece muito formalismo, e onde não existem sacerdotes e leigos. Em sexto lugar, o Rev. Carlos chamou a atenção para as pedras preciosas da narrativa bíblica, as quais podem ser entendidas como imagem simbólica referente às pessoas, com a beleza de sua singularidade. Finalmente, terminou falando da árvore cujas folhas produzem cura, interpretando-as como sendo cada um dos membros do corpo de Cristo. Com isso, lançou um desafio a todos os congressistas: como folhas da árvore da vida, temos a missão de promover a cura em nossa sociedade, tornando a vida mais encantadora.
Ao final, a Diac. Maria de Lourdes, a mais idosa diaconisa presente, da IPI de Vila Romana, em São Paulo, SP, entregou uma lembrança ao Rev. Carlos Queiroz, orando em seu favor o Rev. Assir Pereira, presidente da Assembléia Geral.
Eram mais de 22h00 quando os trabalhos do domingo se encerraram. Não podia ser diferente. No coração de todos os participantes palpitava o desafio profundo e intenso trazido pelo Rev. Carlos Queiroz.
Confira as fotos!
Enviada por Gerson C. de Lacerda e Fabricio A. Guilherme