O Ministro de Estado da Educação acaba de homologar o Parecer CNE/CES nº 60/2014, da Câmara de Educação Superior, do Conselho Nacional de Educação, que, junto ao Projeto de Resolução a ele anexo, propõe a aprovação de Diretrizes Nacionais para o curso de graduação em Teologia.

O Cantai Todos os Povos é o hinário oficial da IPI do Brasil. Estamos na reta final do processo de publicação da edição revisada e em breve o teremos em mãos para uso em nossas igrejas. Pensando nisso, listo aqui 8 razões pelas quais a sua igreja deve adotar o Cantai Todos os Povos. Não se trata de deixar de lado tudo o que se canta hoje, mas sim de acrescentar à vida da igreja a riqueza de nosso hinário.

Algum tempo atrás, assisti o filme “Até que a sorte nos separe 3” e fiquei assustado com a quantidade de palavrões ditos pelo protagonista. Na história, Tino (Leandro Hassum) procura um emprego fixo, não obtendo sucesso, começa a fazer um bico no semáforo e é atropelado pelo filho do homem mais rico do país. Dentro deste contexto, é comum ouvirmos palavras de baixo calão em um longa-metragem voltado para a família brasileira.

Cada dia mais tem se tornado comum o uso de palavrão em filmes, novelas e músicas. Palavrão, segundo o Dicionário informal (http://www.dicionarioinformal.com.br/palavr%C3%A3o/) é definido como “um grupo de palavras que são consideradas, em meio a sociedade, vulgares e desnecessárias”. Numa sociedade distante de Deus, as pessoas são incentivadas e aplaudidas quando usam esse tipo de linguagem. O apóstolo Paulo já havia afirmado a esse respeito: “não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem” (Romanos 12.32b).

Para muitos o uso de palavrões já se tornou um hábito. O que é um hábito? Comportamento que a pessoa aprende e repete frequentemente. Tais palavras se tornaram tão comuns a algumas pessoas que já nem lhes causam mais estranheza, já foram inseridas em seus repertórios. Sem perceberem, usam palavras vulgares e acabam perdendo o controle. Benjamim Franklin costumava dizer que o animal mais terrível do mundo tem a sua toca atrás dos dentes.

Precisamos tomar cuidado com as palavras que usamos em nosso dia a dia. A Bíblia nos ensina a retirar do nosso vocabulário as palavras de baixo calão: “Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar” (Colossenses 3.8).

Conta-se que, certa vez, uma pessoa se dirigiu ao pastor com muitas dúvidas: “Pastor posso ir para a balada? Posso beber e fumar? Posso falar palavrão?”. Todas as vezes o pastor respondeu: “Pode”. Sem entender nada, a pessoa tirou a sua última dúvida: “Pastor, afinal, o que eu não posso?”. O pastor finalizou: “Entrar no reino de Deus fazendo tudo isso”.

Muitas pessoas não fazem uso desse tipo de linguajar e vivem muito bem. É possível viver sem falar palavrão. Todo cristão deve ter esse objetivo. Por isso temos que estar atentos às palavras que saem da nossa boca. Jesus afirmou que a boca fala do que está cheio o coração (Mt 12.34). Será que a nossa vida está cheia de coisas indecentes? Será realmente que nosso coração está cheio de vulgaridades? Thomas Brooks afirmou: “Conhecemos os metais pelo som que produzem e os homens por aquilo que falam”.

Às vezes, ouvimos até crianças falando palavrão. Possivelmente, seja porque ouvem na escola ou em casa e acabam repetindo de forma inocente esse comportamento. É triste saber que existem pais que acham o máximo o infante falar essas banalidades. “A vossa palavra seja sempre agradável” (Colossenses 4.6a).

As amizades também influenciam muito nesse danoso hábito. Nossas companhias são como os botões de um elevador, podem tanto nos conduzir para cima como para baixo. “Não se deixem enganar: as más companhias corrompem os bons costumes" (1 Coríntios 15.33).

 

CARTA DE TIAGO

Um dos textos bíblicos mais contundentes sobre o uso da língua é a carta de Tiago. O autor usa alguns exemplos práticos para nos mostrar o perigo que corremos ao fazer mau uso da boca, ou podemos dizer, das palavras, inclusive do palavrão.

1 - O exemplo do cavalo: “Ora, se pomos freio na boca dos cavalos, para nos obedecerem, também lhes dirigimos o corpo inteiro” (Tiago 3.3). Um animal violento, agressivo não tem função nenhuma. Mas quando se coloca um freio no cavalo, por exemplo, é possível conduzi-lo para onde quiser. Através do freio o instinto selvagem do animal é subjugado e ele se torna dócil e útil. Precisamos colocar freios em nossas palavras de baixo calão.

2 – O exemplo do navio: “Observai, igualmente, os navios que, sendo tão grandes e batidos de rijos ventos, por um pequeníssimo leme são dirigidos para onde queira o impulso do timoneiro” (Tiago 3.4). Um navio é dirigido por um pequeno leme. Sem o leme, o navio estaria desgovernado e colocaria em risco os tripulantes, os passageiros e as cargas que transporta. Com o leme, pode chegar em tranquilidade no porto escolhido. É também assim com o uso das palavras. Se a boca suja não for dominada, controlada, ela pode causar grandes estragos, ferir pessoas e trazer prejuízo financeiro.

3 – O exemplo da fagulha: “Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva” (Tiago 3.5). Você já percebeu que um incêndio de proporções tremendas pode ser causado por uma simples bituca de cigarro ou por um mero palito de fósforo? Aquela chama inicial é tão pequena que, se você der um sopro, ela se apaga. Agora, de que adianta um sopro ante um grande incêndio? Não adianta mais! O fogo, depois que se agiganta e se alastra, torna-se indomável e deixa atrás de si grande devastação. Assim é a pessoa que fala palavrão na hora da ira e da raiva. Pode fazer estragos imensuráveis.

4 – O exemplo do veneno: “a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero” (Tiago 3.8). O ser humano consegue domar os animais, porém não consegue domar a própria língua. A picada de um escorpião ou de uma cobra pode ser tratada, mas, muitas vezes, o veneno da boca é incurável.

5 – O exemplo da fonte: “Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso?” (Tiago 3.11). Fonte na região da Palestina era um lugar muito precioso. A língua que usamos para falar palavrão é a mesma que usamos para louvar a Deus? Não é conveniente!

6 – O exemplo da figueira: “Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos?” (Tiago 3.12). Não podemos colher figos de um espinheiro nem espinhos de uma figueira. A árvore produz fruto, e fruto é alimento. Quais são os frutos da nossa boca? Será que uma pessoa que tem boca suja consegue edificar alguém? Claro que não!

 

SEIS ANIMAIS DENTRO DE NÓS

            Existe uma história que nos ajuda a entender sobre o autocontrole da boca e das palavras chulas. Havia um senhor que morava numa casinha simples, rodeada de árvores e plantas. Um dia, um vizinho decidiu lhe fazer uma visita. O idoso foi muito receptivo e o convidou para entrar em sua residência. Depois de se sentarem, o ancião começou a falar de sua vida. Disse que não se sentia só, pois não tinha tempo para isso, sempre tinha muito trabalho a fazer. O vizinho ficou curioso, pois nunca o via trabalhando, já que era um senhor idoso e aposentado. Não tinha esposa nem filhos ou netos. Vivia isolado na sua singela casinha. Perguntou-lhe como era possível que, em sua solidão, tivesse tanto trabalho. Ele respondeu, depois de tomar um gole de café: “Tenho que domar dois falcões, treinar duas águias, manter quietos dois coelhos, vigiar uma serpente, carregar um asno e dominar um leão!”. Surpreso com aquela resposta, o vizinho falou: “Mas não vejo nenhum animal aqui na sua casa, senhor! Onde eles estão?”. Ele, então, explicou: “Todos nós temos esses animais! Os dois falcões se lançam sobre tudo o que aparece, seja bom ou mau. Tenho que domá-los para que se fixem sobre as coisas boas. São meus olhos! As duas águias ferem e destroçam com suas garras. Tenho que treiná-las para que sejam úteis e ajudem sem ferir. São as minhas mãos! Os dois coelhos querem ir aonde lhes agrada, fugindo dos demais e esquivando-se das dificuldades. Tenho que ensinar-lhes a ficarem quietos, mesmo que seja penoso, problemático ou desagradável. São meus pés! O mais difícil é vigiar a serpente! Apesar de estar presa numa jaula de 32 barras, a serpente está sempre pronta para morder e envenenar os que a rodeiam. Se não a vigio de perto, ela causa danos. É a minha língua! O asno é muito teimoso e obstinado, não quer cumprir com suas obrigações. Alega estar cansado, quer ficar acomodado e se recusa a transportar a carga de cada dia. É meu corpo! Finalmente, preciso dominar e amansar o leão. Ele sempre quer ser o rei, o mais importante. É vaidoso e orgulhoso. É o meu coração!”. Ao final da conversa de fim de tarde, o vizinho percebeu quanta sabedoria havia naquele senhor idoso! Quanta beleza e conhecimento guardados, só esperando um momento para serem compartilhados! Aprendeu que todas as pessoas tem que cuidar dos seis animais, porque eles habitam em toda a humanidade.

 

SUGESTÕES PARA SE LIBERTAR DO HÁBITO DE FALAR PALAVRÃO

1 – Estude versículos bíblicos que tratem sobre o assunto e tenha o claro entendimento que a Palavra de Deus condena esse hábito (Conferir: Cl 3.8; 4.6; Ef 4.29)

2 - Peça ao Espírito Santo em oração que o ajude a vencer esse pecado. Só Ele pode nos convencer e operar a obra da santificação.

3 - Peça para que seus amigos e familiares diminuam os palavrões. Se todos a sua volta falarem palavrões constantemente, eles serão má influência. Falar palavrão é um costume fácil de pegar e difícil de largar. Você não vai conseguir parar se todos a sua volta forem boca suja.

4 - Procure palavras substitutas para todos os palavrões que você costuma falar. Tente palavras comuns como ‘’droga” ou “porcaria”. Perceba o que diz o livro de Provérbios: “O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias” (Provérbios 21.23).  

5 - Crie um “pote do palavrão”. Pegue um pote em casa e faça todo mundo saber e concordar que, quando ouvirem você falar um palavrão, você terá que colocar um real lá dentro. Ninguém gosta de perder dinheiro.

6 - Estudos mostram que para eliminar um hábito, leva-se cerca de 3 semanas, ou seja, 21 dias. Então, que tal fazer este desafio?  21 dias sem palavrão!

          

CONCLUINDO

Sim, é possível se libertar do hábito de falar palavrão. É uma ordem divina: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem” (Efésios 4.29). Agora é com você!

 

Rev. Daniel, é psicólogo e pastor da IPI em Rondonópolis – MT. É casado e pai de 1 filho.
www.pastordanieldutra.blogspot.com

O fortalecimento das lideranças em nossa região tem sido, nos últimos anos, um objetivo do Presbitério Rondônia. Continuando nesse processo, o presbitério organizou o “Congresso de Fortalecimento de Lideranças das Igrejas”, ministrado pelo Rev. Osmar Menezes Pires, pastor da IPI de Pirapozinho, SP, com larga experiência nas áreas de formação de liderança, evangelização nos tempos atuais e espiritualidade do líder. O evento ocorreu em Rolim de Moura, RO, nas dependências do Auditório do Hotel Ecos, nos dias 9 e 10 de julho de 2016.

No ano de 2014, nasceu na IPI do Jardim Bonança, Osasco, SP, uma biblioteca circulante. Essa ideia surgiu em uma aula da Escola Dominical, através de nossa amada irmã, professora e diaconisa Celcídia Maria Neves de Novaes: que os irmãos e irmãs emprestassem livros entre si, para compartilhar seus conhecimentos.

A IPI de Campina da Lagoa foi organizada em 1957, com 76 membros maiores e 104 menores. Participaram da comissão especial para a organização os pastores Ner de Moura, Elpídio Carmo Alves e o Presb. Samuel Antonio Gonçalves. Foram eleitos os presbíteros Roosevelt Coutinho Franco, Calvino Pires de Camargo, Álvaro Terra Negrão e Jessé Murbach, e os diáconos Eduardo Pires de Camargo, Nadir Rangel e Onésimo Rangel.

A AIPRAL - Aliança das Igrejas Presbiterianas e Reformadas da América Latina iniciou nesta semana, uma série de atividades com sas igrejas membro. Conduzidos litúrgicamente pelo Rev. Gerardo Obermann, da Argentina e pela Presbª. Loida Gáffaro de Valera, da Venezuela, deu-se início aos encontros continentais de mulheres e jovens. 

A AIPRAL - Aliança de Igrejas Reformadas e Presbiterianas da América Latina enviou carta-ofício às suas igrejas membro no Brasil, solidarizando-se com a situação política vivida em nosso país.

 

Leia a carta:

 

protestantismo carta aipral texto

A AIPRAL - Aliança das Igrejas Presbiterianas e Reformadas da América Latina fará sua Assembleia Geral no Brasil em meados de agosto. O evento será realizado no Hotel Dann Inn Planalto, em São Paulo-SP.

Servir..., não há outra maneira de viver o evangelho a não ser através do serviço. Jesus de Nazaré viveu e morreu servindo. Por inúmeras vezes, os evangelistas registraram que sua missão era servir. Isso fica muito claro em Mc 10.45: Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos, e na cena pedagógica do lava-pés (Jo 13.1-17).

Temos abordado nesta coluna ao longo dos últimos meses a temática da fidelidade em seus diversos aspectos e implicações. Diante do atual quadro político conturbado que estamos vivendo, necessário se faz enfocar alguns dos aspectos da fidelidade cristã e suas implicações na arena política.

“Tu és fiel, Senhor, meu Pai Celeste”

Servimos a Deus que é fiel!

Quem já não cantou com alegria e entusiasmo o hino acima, que expressa um dos mais preciosos ensinamentos bíblicos sobre o nosso Deus? A Bíblia nos apresenta Deus de muitas maneiras através das suas páginas, todavia a mensagem sobre a sua fidelidade é marcante. Ele não é apenas digno de confiança, mas cumpre as suas promessas, não falha nem mente. Nisso temos segurança e podemos descansar nas suas promessas, certos da misericórdia que se renova todas as manhãs. É um grande privilégio servir a um Deus fiel, que não nos desampara nunca. Todavia isso tem implicações, gera responsabilidade. Ele espera de nós também a fidelidade. Desde os primórdios do povo de Israel ficou clara essa implicação. “Serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo” (Lv 26.12). Paulo também nos lembra que “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor” (1Co 1.9). Esse Deus fiel chama pessoas infiéis para servi-lo, transformando-as com sua graça e chamando-as a viver em fidelidade a vida cristã, os ministérios que Ele tem nos dado, a vocação com que temos sido chamados. Paulo nos lembra: “Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus.  Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel” (1Co 4.1,2). Em que consiste, portanto, essa fidelidade?

O que significa fidelidade na vocação

Primeiramente significa fidelidade a Deus, e isto nada mais é do que honrá-lo como Deus e Senhor.  Não podemos dividir nossa lealdade com nenhum outro deus. Não há como servir a dois senhores. Ele sempre deixou claro na sua Palavra: “não terás outros deuses diante de mim!”. Nenhum outro poder, instância, relacionamento podem ser objetos da nossa lealdade e dedicação irrestrita. Somente a sua Palavra merece ser ouvida e obedecida irrestritamente. Obedecer à sua Palavra é expressão da nossa fidelidade a Deus. É uma contradição de termos afirmar nossa fidelidade a Deus e viver em aberta e contínua desobediência à sua Palavra.

O segundo aspecto da fidelidade implica na fidelidade à sua igreja. Ele tem nos colocado para viver na família da fé, para que ali, nutridos, alimentados, guardados e ensinados, possamos frutificar. Em que pesem as contradições e incoerências encontradas na família cristã, somos chamados a lutar por esta fé que foi entregue aos santos.

Um terceiro aspecto da fidelidade diz respeito ao ministério ou à vocação com a qual temos sido chamados para servi-lo. Importante lembrar que o conceito de vocação na compreensão reformada não se restringe ao ministério pastoral, mas sim a todo serviço que fazemos em nome de Deus onde quer que vivamos e trabalhemos. Lutero lembrava que não somos chamados para sair do mundo, adentrando a um mosteiro ou convento, como era o grande ideal de espiritualidade durante a Idade Média, mas o mundo é o nosso “mosteiro”! 

Paulo nos lembra que “nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida...” (2Tm 2.4). Alistados no exército divino, não podemos nos envolver com qualquer atividade que comprometa nossa fidelidade a Cristo. É impossível ser cristão ou servir a Deus apenas alguns dias da semana, somente em algumas áreas da vida. A vida por inteiro, em todas suas demandas e propósitos, deve ser ocupada por Deus de maneira central e decisiva.

Fidelidade à vocação significa perseverança. Deus tem nos chamado para servi-lo, seja qual for o nosso ministério, isso requer perseverança. O serviço cristão é árduo, cheio de obstáculos e incompreensões. A alternativa da desistência, muitas vezes, se apresenta como a melhor escolha. Por vezes não desistimos, contudo nivelamos por baixo nosso compromisso, incidindo na mediocridade. O escritor da carta aos Hebreus, estimulando os seus destinatários que viviam um intenso momento de perseguição, dizia: “Com efeito tendes necessidade de perseverança... Se retroceder, nele não se compraz a minha alma... Nós porém não somos dos que retrocedem para a perdição...” (Hb 10.36-39).

A vocação cristã não é um passatempo, uma atividade opcional e temporária. O serviço cristão é um projeto de vida e de entrega, cujo preço é a renúncia e a cruz diariamente. Nesse sentido Jesus nunca nos iludiu, omitindo a verdade aos seus discípulos.

Fidelidade significa o esforço diligente no uso das habilidades que o Criador nos dotou. Ele nos capacitou com diferentes dons e talentos para glorificar ao nosso Pai Celestial. A parábola dos talentos é a ilustração dessa verdade. Nem todos aqueles servos receberam porção igual, contudo a forma como responderam trabalhando e multiplicando é que fez toda diferença. Ao final, o veredito foi pronunciado: “servo bom e fiel... foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei”; mas ao negligente, a palavra de juízo: “servo mau e negligente...” (Mt 25.21-30).

Tentações no caminho

No exercício da nossa vocação somos constantemente tentados.  Fugir, à semelhança de Jonas, é sempre uma possibilidade.  As responsabilidades, os obstáculos, o sentimento de solidão aliados aos ataques do inimigo nos levam constantemente ao desejo de fugir e nos escondermos. Paulo lembrava em seu discurso perante ao Rei Agripa que não tinha fugido da missão (At 26.19). Somos tentados também, no afã de sermos bem-sucedidos, a fazer qualquer coisa para obter resultados. O desejo de ser bem-sucedido em si não é pecado. O problema é quando, nesse afã, empregamos qualquer meio ou estratégias questionáveis. Nem sempre o que funciona é verdadeiro ou bíblico. Somos tentados ainda frequentemente a ser mais do que nos é proposto. João Batista enfrentou essa tentação diante do sucesso do seu ministério, as multidões afluindo para ouvi-lo e muitos sendo batizados, quando lhe perguntaram “és tu o Cristo?”. Ele, contudo, teve que admitir: “Não, não sou o Messias. Sou apenas um mensageiro. O que vem depois é o maior!”. Todas as vezes que buscamos ser mais do que nos tem sido proposto, pecamos. Esta, aliás, é a essência do pecado inicial: desejo de ser como deuses e não simplesmente humanos, criaturas dependentes do Criador. Nossa vocação consiste em apontar para Ele. O mensageiro não pode ter a pretensão de obscurecer a mensagem que é Cristo!

Vocacionados para servir a Cristo, devemos exercer os nossos ministérios no espírito da exortação paulina: “Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele; se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele, por sua vez, nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo” (2Tm 2.11-13).

Rev. Áureo Rodrigues Oliveira, Presidente da Assembleia Geral

Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza. (1Timóteo 4.12)

Certa vez, conversando com um líder UMPISTA, lhe falava de como eu amo e admiro a UMPI. Disse a ele que “quem tem sangue azul, jamais abandona a causa UMPISTA”. Fiz tal referência por conta da cor predominante na bandeira da UMPI, o azul, e é a razão do título desta meditação.

Confesso aqui publicamente meu amor por este ministério da Igreja como forma de agradecer a todos os UMPISTAS de todas as gerações pelo trabalho que fizeram e fazem. Mais que agrupar e motivar jovens, a UMPI é o lugar onde Deus atua no meio de nossa juventude. Tive meu despertamento para o ministério pastoral nos tempos da UMPI do Presbitério Ipiranga. Conheci minha esposa graças a uma atividade da UMPI do Presbitério Sorocaba e do Diretório Acadêmico do antigo Seminário de São Paulo. Para mim, falar da UMPI é falar de minha história, mas principalmente, falar de como o Reino de Deus alcança jovens que antes estavam perdidos e que pela mão do Espírito Santo se achegam, através da UMPI, diante de Deus para confessar que ele é Senhor e nunca deixar de cantar “Levanta, resplandece e proclama a salvação / Avante, nunca cesses, pois terás teu galardão”.

Oração: Senhor, eu te agradeço pela UMPI e por tudo o que Senhor tem feito por meio dos jovens de nossa Igreja. Em nome de Jesus. Amém.

Reverendo Giovanni Campagnuci Alecrim de Araújo
Pastor da Igreja Presbiteriana Independente de Araraquara, SP
Secretário de Música e Liturgia da IPIB

Grade Lista

Prezado(a) tesoureiro(a),

Por conta de problemas técnicos, a emissão dos boletos de contribuição das igrejas locais do segundo semestre foram emitidos com atraso e serão enviados ainda nesta semana. Caso haja necessidade, você pode emitir uma segunda via dos boletos da seguinte maneira:

Grade Lista

Cremos na Santa Trindade, que é modelo de comunhão, unidade e amor. Cremos no Deus Pai, criador dos céus e da terra e de todos os seres humanos. Cremos em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor e Salvador, que traz boas notícias aos pobres, liberdade aos cativos, vista aos cegos, libertação aos oprimidos e perdão para os nossos pecados. Cremos no Espírito Santo derramado sobre filhos e filhas, moços e velhos, servos e servas. Cremos na Igreja, família da fé, que abriga, acolhe e promove uma espiritualidade fundamentada na graça de Deus, que traz vida em plenitude, segundo as Escrituras Sagradas. Cremos como nossa missão, a proclamação do Evangelho do Reino de Deus, para paz, justiça, liberdade e solidariedade entre todos. Amém.

Cremos em um só Deus, Pai Onipotente, criador do céu e da terra, e de todas as coisas, visíveis e invisíveis. Cremos em um só Senhor Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todos os tempos, Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não feito, do mesmo ser com o Pai, por meio do qual todas as coisas foram feitas; o qual, por nós e pela nossa salvação, desceu do céu, e se encarnou do Espírito Santo e da virgem Maria, e se tornou verdadeiramente humano. Foi por nós crucificado sob Pôncio Pilatos, padeceu, e foi sepultado, e ao tercceiro dia ressuscitou, segundo as escrituras; subiu ao céu e está sentado à direita do Pai. Virá de novo com glória a julgar vivos e mortos, e o seu reino não terá fim. Cremos no Espírito Santo, o Senhor, o Doador da vida, o que procede do Pai e do Filho, o qual juntamente com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, o qual falou através dos profetas. Cremos na Igreja una, santa, católica* e  apostólica. Reconhecemos um só batismo para remissão dos pecados. Esperamos a ressurreição dos mortos e a vida do mundo vindouro. Amém.

* Aqui, a palavra “católica” não está se referindo à instituição religiosa de mesmo nome. Neste caso, o vocábulo é utilizado como sinônimo da igreja que está sobre o mundo todo, e hoje, não seria possível fazer uso dos sinônimos “universal” ou “mundial”, em detrimento da palavra “católica”, pois também são nomes de instituições religiosas. Veja Confissão de Fé de Westminster, capítulo XXV 1, 2, 3 e 4

Creio em Deus, Pai Todo Poderoso, criador dos céus e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo. Nasceu da virgem Maria, padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressuscitou ao terceiro dia; subiu ao céu, e está sentado à mão direita de Deus Pai Todo Poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na santa igreja católica*; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; e na vida eterna. Amém.

* Aqui, a palavra “católica” não está se referindo à instituição religiosa de mesmo nome. Neste caso, o vocábulo é utilizado como sinônimo da igreja que está sobre o mundo todo, e hoje, não seria possível fazer uso dos sinônimos “universal” ou “mundial”, em detrimento da palavra “católica”, pois também são nomes de instituições religiosas. Veja Confissão de Fé de Westminster, capítulo XXV 1, 2, 3 e 4

O presente texto é extraído de BETTENSON, Henry. Documentos da Igreja Cristã, São Paulo: ASTE/SIMPÓSIO, 1998, p. 61, 62